sábado, 24 de novembro de 2012

Aguardando a promessa


Não há muito tempo, conheci Kadashi um belo cachorro que perambulava nas ruas próximas a minha casa. Ele era um cachorro grande, peludo, branco e muito manso, chamava a atenção de todos por causa de sua altura e beleza.
Certo dia sua dona arrumou as malas, alguns objetos mais importantes e saiu às pressas deixando Kadashi para trás. Houve um problema sério para que ela se mandasse.
Kadashi perambulou pelas ruas comendo a comida que a vizinhança dava, alguns tentaram adotá-lo, mas sem sucesso. Minha sogra levou-o para casa dela para trata-lhe os ferimentos, pois ele estava com umas feridas cheias de larvas, porém, quando ele melhorava enchia a barriga e ia embora novamente para a parada de ônibus e ficava lá deitado dia e noite. Eu sempre o via lá. Então num dia percebi que ele não andava mais por ali. Perguntei ao dono da borracharia se ele vira o cachorro, ao que ele respondeu: __ A dona de Kadashi veio em busca dele e achou-o  deitado na parada, colocou-o no carro e foi embora.
Fiquei feliz em saber que Kadashi, finalmente reencontrara-se com sua dona a quem ele fielmente esperava há alguns meses. Depois do caso passado fiquei meditando, se um animal “irracional” foi capaz de acreditar na promessa de que sua dona voltaria, por que alguns de nós não acreditamos na promessa que o Messias nos deixou em João 14: 1-4? Um dia Kadashi foi recompensado vendo sua dona voltar. Àqueles que esperarem ver Jesus voltar, certamente o verão e serão recompensados.

sábado, 17 de novembro de 2012

Super-homem por alguns segundos


Como é bom agente se sentir livre, poderosa, dona de si. Aos doze anos, finalmente ganhei uma bicicleta. A bicicleta pertencera a um grande ciclista. Meu pai nunca pôde me dar uma bicicleta nova, então ele comprou essa, que passava mais tempo quebrada que funcionando.
Eu só tinha pedalado nas bicicletas das colegas, a famosa voltinha, por isso eu nunca aprendera pedalar bem. Quando meu pai chegou com a bicicleta fiz uma festa tão grande que quem visse pensaria que a bicicleta era nova. Aprendi pedalar como ninguém. Quando subia na bicicleta me sentia uma verdadeira ciclista. Fazia questão de ser boa no que fazia. Até que um dia...
Certa vez eu estava tão convencida de minha capacidade que experimentei fazer algo diferente. Resolvi fechar os olhos e descer a ladeirinha de minha casa até o final da rua. Ora, eu sabia pedalar sem as mãos, ficava em pé apoiada no guidon, por que não pedalar de olhos fechados, era simples, eu pensava.
Respirei fundo, sentei na sela, fechei os olhos e pedalei. Quem está com os olhos fechados não enxerga nada, e eu estava cega, no verdadeiro sentido da palavra. Quando já estava quase no final da rua, minha bicicleta fez uma volta de mais ou menos sessenta graus me desviando da reta. A bicicleta foi na direção de uma casa que ficava a um metro e meio abaixo da rua. Foi um voo sem igual, parecia Rose e Jack na proa do Titanic, o vento soprando meus cabelos, uma sensação de poder até que pof! Caí no chão a um palmo da parede da casa. Estou viva hoje graças a Deus, mas poderia ter sido meu último dia.
Essa história nos ensina que não somos nada para arriscarmos a vida à toa. Somente em Hollywood não se morre. Na vida real nos arriscamos e arriscamos a vida de outrem, fazendo rachas nas ruas, pulando de band-jump e tantas outras brincadeiras que poderá se tornar fatal para nossas vidas. Se os jovens que mergulharam em uma caixa d’água da cidade de São Paulo soubessem que custaria suas vidas a brincadeira, pensariam duas vezes antes de correrem o risco. Eles estavam cegos, assim como eu estava, felizmente para mim foi um final feliz, ainda que um pouco machucada.

sábado, 10 de novembro de 2012

In memorian de Sérgio


Sérgio Murilo, meu irmão, o único de cor clara em meio a cinco irmãos miscigenados, sempre obteve os favores dos meus pais, parentes e vizinhos. Ou seja, ele era o mais bonito da família por ser loiro de olhos claros.
Joia era como nós o chamávamos. Minha tia colocou esse apelido por achar ele muito bonito, e realmente o era. Certa vez uma pediatra para adotá-lo,  minha mãe negou é claro. Uma de nossas vizinhas sempre o levava para a casa dela, a fim de agradá-lo com mimos.
Como irmão ele era sempre o mais calmo, altruísta, tinha um coração excelente. Fazia traquinagem como toda criança, mas nada que manchasse seu caráter. Em suma ele era um amor de pessoa.
Ia tudo bem até que ele foi trabalhar em uma lanchonete que pertenceu a meu pai. Na lanchonete era vendida cerveja, e por algum motivo ele começou a beber escondido, quando soubemos, ele já estava viciado. Tudo que fazíamos para ajudá-lo a sair do vício do álcool era inútil. O vício foi crescendo de tal forma que quando não tinha dinheiro para comprar bebida alcoólica ele bebia vinagre. Nessa época meu pai já tinha afastado ele da lanchonete para tentar recuperá-lo, mas era tarde demais. Quando ele com nossa ajuda parava de beber, só aguentava uma semana, pois começava a síndrome da abstinência que ele não conseguia superar.
Quando ele adoecia minha mãe o internava para tratamento, quando saía do hospital voltava a beber, não tinha forças para lutar contra o vício nem queria ser internado em clínica de tratamento.
Certa terça-feira sonhei fazendo o enterro dele, fiquei preocupada e liguei para minha mãe que me disse para não ficar preocupada que ela o  tinha internado para tratamento mais uma vez. Fiquei tranquila, pois era melhor ele recebendo cuidados médicos do que jogado na sarjeta, onde muitas vezes ele se encontrava, não sabia eu que do hospital meu irmão não sairia vivo. Na sexta-feira seguinte ao dia do meu sonho eu realmente estava enterrando-o.
O que faz com que tantos filhos queridos de suas mães se entreguem a um vício, sem dar-lhe a alegria de sentar-se a mesa para almoçarem juntos, de fazer uma faculdade, de constituir uma bela família, eu não sei. Como pode um bebê que foi amamentado com tanto carinho crescer para ser vítima do álcool, das drogas, ou seja, lá o que for. Não foi pra isso que nascemos, nascemos para ser uma bênção para Deus e a humanidade. Muitas vezes deixamos sê-lo por fazermos escolhas erradas.
 Meu amado irmão faleceu com apenas 23 anos de idade, na flor da juventude, nunca esquecerei os momentos que passamos juntos tanto nas alegrias como nas tristezas, esses momentos permanecerão comigo para sempre.  
  

                                                                             


sábado, 3 de novembro de 2012

Conhece-te a ti mesmo Parte II - O vício


Uma das piores condições do ser humano é quando ele fica viciado. O vício aprisiona a mente e o corpo. O vício destrói nossos sonhos, nos desmoraliza diante da sociedade. Para liberta-se dele é necessário um esforço sobre-humano, ajuda de Deus para ser mais exato.
Eu também já fui viciada. Viciada em roer unhas, viciada em assistir televisão e viciada em estudar. Quem nunca teve um vício? Acho que todos os adolescentes já tiveram um viciosinho. 
Problema maior que o vício é libertar-se dele. A libertação dessa terrível cadeia é sofrida, mas necessária. Faça uma introspecção de sua vida e perceba que vício você tem que vencer. Você pode ser viciado em alguma droga, facebook, anabolizantes, biscoitos ou outros, seja lá qual for sua cadeia liberte-se hoje com a ajuda de Deus.
Decidi passar uma semana sem roer unhas e consegui me libertar. Quanto a televisão, por mim mesma senti que estava passando dos limites e que isso estava me prejudicando, resolvi colocar outra atividade no lugar para ajudar-me a esquecer. Nunca fui viciada em drogas graças a Deus, minha ex-professora sempre dizia para fugir das drogas como o diabo foge da cruz e assim fiz até o dia de hoje. Mas se você não conseguiu se libertar peça ajuda a algum psicólogo, e principalmente, a Deus.
Meu irmão faleceu aos 23 anos porque nunca conseguiu se libertar do álcool. Um jovem inteligente, mas que foi vencido por um terrível vício. Espero que você seja mais esperto para ver o quanto estar sendo prejudicado. E que Deus te abençoe. Na próxima postagem contarei a história de como meu irmão tornou-se viciado e morreu.