Depois de ter aprendido as
durezas da vida em uma casa simples fui morar na melhor casa da rua. A casa que
todos sonhavam em ter. Não era uma mansão, mas para os moradores daquela época uma
casa de alvenaria rebocada era luxo.
Nós já estávamos morando de
aluguel na mesma rua e onde era casa de taipa estava sendo construída uma casa
de alvenaria. Os fundamentos da casa estavam sendo erguidos quando meu pai teve
conhecimento que a melhor casa da rua estava à venda. Conversou com o dono que
queria vender a casa a todo custo, pois o inquilino que morava lá não estava
pagando o aluguel e também não queria desocupar a casa. O dono da casa com medo
de perder a casa ofereceu-a por um preço abaixo do valor real.
Meu pai endoidou para comprá-la,
pois o preço era bastante atraente. O problema era só se livrar do inquilino.
Meu pai foi falar com o casal que ocupava a casa, o mesmo não fez menção de
desocupá-la. Meu pai que era um “pouco” chato disse: _ Então não vão desocupar
a casa, né? Vou dar três dias para desocuparem a casa, se não saírem terei que
entrar com minha família na casa, pois estamos morando de aluguel. Vamos morar
juntos até que você saia e se achar ruim dê parte na delegacia, tenho certeza
que o delegado vai ser a meu favor.
Bem, a conversa foi mais ou
menos assim. Dois dias depois o inquilino saiu nas pressas da casa. Acredito
que ele não quis morar com o chato do meu pai, minha mãe, seis filhos, um
cachorro vira-lata e um gato.
Lembre-se amigos, não é a
casa que moramos, o carro que possuímos, a faculdade, patentes, medalhas, troféus
que nos fazem seres humanos especiais, e sim nosso caráter. Por nossa honra sem
mácula devemos fazer o possível e impossível.

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