Como boa parte das crianças
eu sempre gostei de jogar bola. Não
teria nada de errado com esse esporte se não fosse minha mãe buzinando no meu
ouvido, dizendo que eu estava pecando.
Pecando? Como? Calma, vou
explicar. Minha mãe faz parte de uma igreja que diz que seus membros não podem
jogar bola, se não vão para o inferno. Hoje em dia essa igreja está mais
maleável, mas na minha infância muitas diversões eram tidas como pecado. Como
por exemplo: ir à praia, meninas usarem anéis, usarem calça comprida e outras
coisas mais.
Foram tempos difíceis para
mim, pois eu era apaixonada pelo queimado e handball. Todas às vezes que eu
adentrava os portões da escola, eu pedia perdão a Deus e prometia a Ele nunca
mais jogar, pois acreditava piamente que estava pecando e iria para o inferno.
Então no outro dia eu estava “pecando” novamente, e de novo pedindo perdão.
Somente ao ficar adulta,
ainda “pecando”, descobri ao ler as Sagradas Escrituras que inferno é sinônimo
de sepultura e que até Jesus foi ao inferno e no terceiro dia ressuscitou (Salmo
16:10 e Atos 2:7 em algumas traduções
ler-se a palavra inferno, em outras aparece Seol, Hades, Mundo dos mortos).
Qual não foi meu alívio ao ler essas e
outras passagens bíblicas. Foi tirado um peso de minha consciência. Hoje jogo
handball sem medos.
Aprendi que jogar com
espírito esportivo é muito mais que uma diversão, é um exercício físico que
promove saúde e bem-estar. O pecado está em querer ser melhor que nossos irmãos.
Em fazer do campo de futebol uma arena de gladiadores. Sem dúvida àqueles que
assim procedem irão prestar contas a Deus.


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